
O Japão, saiu da guerra derrotado e destruído. Entre 1945 e 1951 os Estados Unidos reorientaram a dinâmica interna da sociedade japonesa. O Imperador Hiroíto fôra isentado de qualquer responsabilidade no conflito mas precisou renunciar publicamente à sua divindade. Já em 1946 foram julgados e condenados os militares japoneses envolvidos em crimes de guerra e no ataque à base norte-americana e uma nova Constituição foi elaborada e nesta ( ainda em vigor ) há um artigo que estabelece: "O governo japonês renuncia eternamente à guerra". O Império do Japão foi reorganizado politicamente como uma Monarquia Parlamentar democrática, a antiga bandeira do "Sol Nascente" identificada ao militarismo expansionista do passado foi abolida restando apenas a que tem um globo vermelho, sem pontas . O Japão deixou de ser no imediato pós-guerra um país industrial e voltou a ter uma economia essencialmente agrária e artesanal e o próprio governo americano dava mostras de que lhe era interessante um Japão fraco constituindo para os Estados Unidos como um tipo de "reserva de mercado" Aliado a isso, as dívidas impostas pelos Estados Unidos a título de indenizações de guerra trouxeram como resultado um quadro de profunda desestabilidade econômica.
No ano seguinte os dois principais partidos políticos tradicionais do Japão se unem num bloco de coalizão que neutraliza o Partido Comunista Japonês e com o estouro da Guerra da Coréia não sem razão os norte-americanos entenderam que o real objetivo dos comunistas norte-coreanos não era chegar apenas a Seul mas também a Tóquio. Foi crucial para o Japão situar-se na nova ordem mundial bipolar da Guerra Fria como um importante aliado dos Estados Unidos e não como um ex-inimigo pronto a insurgir-se. Pacificado politicamente, isento das dívidas de guerra, dispondo da oferta de capitais norte-americanos e entendido como aliado contra a ameaça sino-soviética, o Japão pôde recuperar sua indústria e reencontrar o caminho do progresso.
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